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PECADO CAPITAL

 

Pecado capital sempre foi assunto e tema de muita coisa. Nome de novela, série de livros escritos pelos grandes escritores brasileiros, cabendo a cada  um escrever sobre um dos 7 pecados. Leia o da luxuria do João Ubaldo Ribeiro -  fantástico -  e deu origem ao monólogo da Fernanda Torres, que assisti duas vezes e é incrível.

 

Pois bem, mas muito pouco se fala sobre a inveja. Sim, ela existe, é presente e todo mundo já sentiu. Embora meio tabu, porque dificilmente as pessoas assumem que sentem inveja, ela está perto de nós....ou sentimos  ou somos alvo de quem sente.

 

Não acredito em inveja "boa". Inveja é inveja. É querer ser igual, é querer ter o que outro tem, é querer ter a vida do outro, o carro, o namorado e por aí vai. É claro que não precisa invejar para destruir, mas inveja é isso: querer ter algo que você não tem.

 

Eu já senti inveja de algumas coisas e me senti muito mal quando aconteceram. Ruim você se pegar querendo algo que não é seu. Mas faz parte da vida. Estamos aqui para isso. O problema é a pessoa invejosa por natureza e que só pensa em destruir o próximo. Aí sim é compulsivo, como qualquer coisa em excesso.

 

E acredito mais: se você souber usar essa vontade, ou inveja, vá lá, de ser alguém como o fulano, de ter a grana do ciclano, faça isso reverter em seu favor.  Use-a como uma maneira de melhorar, de se melhorar, de produzir mais e chegar ao seu alvo.

 

Só não tire do pedestal quem já está lá. Existe topo para todo mundo. Chegar não é difícil, complicado é o caminho a percorrer até lá. E nesse caso, a inveja pode até ajudar, mas sem fazer disso uma maneira de destruir o próximo e se auto-destruir.

 



- Enviado por: Felipe às 11h58
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CAMINHANDO

 

Marina sempre se atrasou para todos os seus compromissos e, aquele em específico,  era mais um em que ela estava brigando com o relógio para chegar no mínimo 35 minutos atrasada. A regra é sempre atrasar 45 ou 50 minutos.

 

Pois bem, lá se foi Marina esbaforida para o consultório médico. Não que tivesse nenhum problema de saúde, a consulta era apenas de rotina, nada mais.

 

Na ante-sala Marina atrasada ainda folheou uma Caras da vida e se deu conta de que sua vida era bem mais ou menos. Jorge – seu marido – estava longe de ser aquele homem que acompanhava a modelete da hora no ensaio semanal da revista e, muito longe mesmo de ser qualquer tipo. Até então Marina ainda não sabia o porque tinha se casado. Mas enfim... era hoje uma mulher casada, com um filho e estava as 16:00 de uma quinta –feira na ante-sala de um ginecologista para atestar que andava tudo bem com sua saúde....pena que só com ela!

 

Marina ao divagar em seus pensamentos pensou em largar tudo. Sempre pensava em largar tudo quando Jorge virava para ela no sábado a noite e dizia: Hoje estou cansado, quero dormir cedo.

 

Na semana que antecedeu a consulta, Marina foi fazer sua caminhada diária. Ao cruzar a avenida ao redor do parque ecológico de seu bairro, deu de cara com um homem que ela nunca, nunca,  em nenhuma hipótese ousaria dizer que iria paquerá-la.

 

Com seu ipod no último volume, Marina fez então o que nunca tinha feito: virou a cabeça para trás para observar aquele deus grego. E não é que ele a estava observando também?

 

Marina estava rindo de novo daquela situação, quando se deu conta de ouvir a  secretária chamar seu nome para adentrar ao consultório de seu ginecologista.

 

Antes de entrar, Marina se lembrou subitamente que o ginecologista que iria atendê-la não era mais o Dr. Marcos, seu velho médico. Era agora o Dr. Rui, indicado pelo Dr. Marcos, que pelo avançado da idade resolveu aposentar deixando suas clientes para o conhecido Dr. Rui.

 

Marina entrou, Dr. Rui estava de costas colocando suas luvas. Quando ele virou, Marina estremeceu. Rui, ou melhor Dr. Rui, era o cara da caminhada. Marina se fez de boba e o cumprimentou apenas com um sorriso educado.

 

De perto, ele parecia ainda mais lindo e mais viril. Bem diferente de Jorge. Afinal, Jorge era a última pessoa que Marina queria ou poderia pensar nessas horas.

 

Ficou totalmente sem graça de fazer a ele todas as perguntas que fazia ao Dr. Marcos, não queria de jeito algum mostrar suas partes intimas ali para aquele homem.

 

A consulta desenrolou normal, mas Marina sentia meio que cautelosamente uma energia vindo dele.

 

Antes de sair, perguntou ao médico se era ele que caminhava perto do parque aos finais de semana. Ele sorriu e educadamente disse que sim.

 

Marina entrou em seu carro e resolveu dar uma basta em Jorge. Queria porque queria tentar conquistar o médico e fez disso seu pensamento integral por vários dias.

 

Tempos depois, ainda com Jorge e na mesma, Marina se deu conta que o médico era apenas uma fantasia, impossível de se tornar realidade.

 

Decidiu mais uma vez ficar tudo do mesmo jeito. Ficaria com Jorge na sua vidinha mais ou menos e, até que surgisse algum problema não iria mais ao ginecologista. Caminhadas, só dentro do parque e não mais ao redor e de preferência na parte da manhã!



- Enviado por: Felipe às 10h29
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